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Em outubro de 2018, nós da ONA (Organização Nacional de Acreditação) identificamos a necessidade de promover aos nossos alunos uma experiência mais positiva e intuitiva, de maneira que eles pudessem aplicar o conhecimento adquirido, incluindo a modalidade de ensino a distância, e proporcionar novas oportunidades de aprendizado aos profissionais de saúde de todas as regiões do Brasil, permitindo que suas expectativas pudessem ser atendidas. 

Para poder atender a essa demanda era necessária a utilização de uma tecnologia que pudesse apoiar as nossas iniciativas e ao mesmo tempo atender às necessidades dos alunos e da instituição. 

Em nossa sequência de posts compartilhamos com a Comunidade Canvas e avaliadores de plataforma como foi este processo. Mas, primeiro um pouco do nosso contexto e como nos inserimos no cenário do EaD:

A ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO - ONA

A ONA é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente.

Somos responsáveis pelo desenvolvimento dos padrões nacionais de segurança e qualidade em saúde no Brasil e temos um papel importante na elaboração de conteúdo de apoio para avaliadores, profissionais de saúde, alunos, Instituições Acreditadoras, Organizações Prestadoras dos Serviços de Saúde e Serviços de Apoio à Saúde. Com 20 anos de atuação, a ONA possui mais de 850 instituições certificadas e se consolida como a principal metodologia de acreditação de saúde do país. Hoje mais de 80% das instituições acreditadas no país adotam os padrões ONA.

Atuamos com padrões bem definidos em diferentes tipos de serviços para saúde, tais como:

- Hospitais;

- Ambulatórios;

- Laboratórios;

- Serviços de Pronto Atendimento;

- Home Care;

- Serviços Oncológicos;

- Serviços de Medicina Hiperbárica;

- Serviços de Hemoterapia;

- Serviços de Nefrologia e Terapia Renal Substitutiva;

- Serviços de Diagnóstico por Imagem, Radioterapia e Medicina Nuclear; Serviços Odontológicos;

- Serviços de Processamento de Roupas para a Saúde;

- Serviços de Dietoterapia;

- Serviços de Manipulação;

- Serviços de Esterilização e Reprocessamento de Materiais.

Nossas metodologias e critérios são reconhecidos pela ISQua (International Society for Quality in Health Care), associação parceira da OMS, que conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.

O objetivo de nossa ação é promover um processo constante de avaliação e aprimoramento nos serviços de saúde e, dessa forma, melhorar a qualidade da assistência no País.

O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E JUSTIFICATIVAS

O mercado de Ensino a Distância não para de crescer no mundo inteiro, em especial no Brasil: cerca de 21% por ano.

O Censo da Educação Superior, publicado em 2016 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicou que já são mais de 1,5 milhões alunos fazendo faculdade à distância.

Isso representava quase um quinto do total de alunos matriculados no ensino superior no país. Esse “gap” também é visto em níveis operacionais, pois quem tem graduação pode ganhar até 25% a mais do que quem não tem curso superior.

Um dos motivos para isso, é que o ensino a distância é visto como a solução para aqueles que querem conquistar o diploma e alcançar novos patamares em suas carreiras. Outra vantagem vista pelos estudantes adeptos a esta modalidade, estão a redução no tempo de locomoção e a economia com investimentos em educação, já que a mensalidade do EAD é mais barata que a do modelo presencial.

A tecnologia também não é muito cara e a oferta de preços ainda leva em conta as diferenças regionais. Um curso em São Paulo que quer atingir as diferentes regiões não pode se basear somente na economia do Sudeste.

De acordo com o censo da Abed de 2017 (Associação Brasileira de Educação a Distância), o valor médio caiu de 348 reais em 2012 para 279 reais no ano de 2017. A região onde mais cresce a oferta é o Sudeste , onde 47% das instituições ofertam Ensino a Distância e Presencial.

Os números também podem explicar o aumento dessa procura: dados da 54a edição da Pesquisa Salarial indicam que, em cargos de diretoria, a diferença salarial entre executivos que possuem pós-graduação ou MBA em comparação aos que não possuem é de 47,2%.

Para os alunos, a liberdade de escolher horários e autonomia no estudo são pontos relevantes, porém a organização e disciplina são fundamentais.

O perfil de alunos acaba sendo mais diversificado tanto em níveis de conhecimento, cargos e culturais. A idade mais comum no EAD atualmente é de 28 anos contra 21 anos no presencial. No entanto, 86% das pessoas começam o EAD mais de dois anos depois do fim do Ensino Médio. O perfil predominante são mulheres e os cursos com mais matriculas são: Pedagogia e Adminsitração.

Um outro fator contribuinte e relevante para o Ensino a Distância, é que hoje em dia, o diploma é exatamente igual ao Ensino Presencial, ou seja, a formação em cursos presenciais ou a distância têm o mesmo valor.

A crescente demanda por profissionais qualificados só aumenta, a procura pelo ensino a distância, e os empreendedores podem aproveitar esse momento para apostarem no mercado. Um dos principais atrativos é o custo-benefício: os gastos também são menores para produzir o curso.

Por exemplo, no presencial é preciso da infraestrutura completa de uma sala de aula (com quadro, cadeiras, luz e internet) e o alcance será limitado pelo número de pessoas que cabem naquele espaço.

Já uma videoaula, pode ser gravada em um ambiente pequeno (até mesmo dentro de casa), com uma equipe enxuta, e seu alcance será gigantesco: podendo ser vendida para milhares de pessoas.

Por ser à distância, qualquer pessoa pode participar, o que torna a formação de turmas muito mais rápida. Como consequência, o retorno financeiro também é mais rápido. Ainda nesse quesito, a inadimplência do EAD é menor quando comparada a de um curso presencial, pois o valor investido pelo aluno é inferior.

E para os alunos que não se adaptam 100% ao Ensino a Distância, o futuro do ensino é híbrido. Profissionais que trabalham com educação superior a distância acreditam que a mistura de ferramentas tecnológicas com atividades presenciais irá nortear a formação dos estudantes brasileiros nos próximos anos.

O modelo de cursos semipresenciais, começaram a se disseminar com mais força no Brasil em 2015. Neles, os alunos assistem às aulas em ambientes virtuais mas combinam essa experiência com vivências em salas e laboratórios.

Mas não podemos esquecer que no Ensino a Distância, é fundamental garantir a qualidade. De acordo com o censo da Abed de 2017 (Associação Brasileira de Educação a Distância), cinco elementos adquiriam o maior grau de associação à qualidade no EAD:

- Conteúdos corretos e atualizados;

- Professores Qualificados;

- Tutores Qualificados;

- Atendimento ágil as necessidades dos alunos;

 -Metodologias eficazes; Gestão eficaz.

Neste cenário o próximo passo para a ONA era o de avaliar uma solução que nos apoiasse no segmento EaD. Veja no próximo post como foi o nosso processo de escolha de Plataforma.

 

Quer saber mais sobre nosso case? Então confira nosso segundo post!

 

André Ruggiero, Superintendente Responsável
Gilvane Lolato, Gerente de Educação
Ana Carolina Ferrari e Giovana Santos, Equipe